Oi, empreendedora! Bem-vinda de volta ao Você Empreendedor.
Talvez esta seja uma das histórias mais importantes para fechar a primeira série de Mães que Empreendem.
Não porque seja a história de uma empresa enorme.
Não porque tenha começado com dinheiro.
E muito menos porque tudo tenha acontecido rapidamente.
É justamente o contrário.
A história de Heloísa Helena de Assis, conhecida como Zica Assis, começou com uma mulher que precisava trabalhar, tinha filhos para criar e não encontrava no mercado uma solução que atendesse aquilo que precisava.
Ela não estava procurando uma oportunidade de negócio.
Estava tentando resolver um problema da própria vida.
E levou dez anos até chegar a uma fórmula que considerasse adequada para seus cabelos. Só depois disso nasceu o primeiro salão do que viria a se tornar o Beleza Natural.
Essa diferença importa.
Porque existe uma enorme distância entre dizer que alguém “teve uma ideia” e contar o que realmente aconteceu.
No caso de Zica, a ideia não apareceu pronta.
Ela foi construída com tentativa, erro, estudo, improviso, ajuda de outras pessoas, investimento familiar e uma compreensão cada vez mais profunda de um público que, naquela época, encontrava poucas opções específicas e acessíveis.
E talvez seja exatamente por isso que essa história encerre tão bem nossa série.
Antes de existir uma empresa, existia um problema
Zica cresceu no Rio de Janeiro, em uma família numerosa. Começou a trabalhar ainda criança e passou por atividades como babá, faxineira e empregada doméstica. Relatos sobre sua infância mostram que o cabelo crespo foi também uma fonte de experiências de preconceito e pressão para se adequar a padrões de aparência.
Em 2025, ao falar sobre maternidade, a própria Zica contou que sua primeira filha, Neka, nasceu prematura quando ela ainda trabalhava como doméstica. Segundo seu relato, naquele período faltavam recursos até para preparar o enxoval da criança. Ela também contou que criou três filhos: Neka, Jeferson, que passou a ser seu filho após o casamento com Jair, e Juninho.
Esse contexto é importante porque ajuda a entender a mulher que existia antes da empresária conhecida nacionalmente.
Zica não começou sua história com uma equipe, laboratório ou fábrica.
Começou trabalhando.
E, enquanto trabalhava, tinha uma questão que continuava incomodando: como cuidar dos próprios cabelos crespos sem precisar simplesmente alisá-los?
Nos anos 1980 e início dos anos 1990, as opções disponíveis para mulheres com cabelos crespos e cacheados eram muito mais limitadas do que hoje. Em entrevista à Exame, Zica relatou que encontrava basicamente produtos voltados para cabelos lisos e que não queria abrir mão da identidade dos próprios fios.
Foi então que ela tomou uma decisão que mudaria sua vida.
Aos 21 anos, fez um curso de cabeleireira.
Não porque já estivesse planejando uma rede de salões.
Ela queria entender melhor o próprio cabelo.
E foi estudando que começou a perceber que talvez pudesse desenvolver uma solução diferente.
Dez anos, uma bacia e muitas tentativas
Essa é provavelmente a parte da história que mais merece ser contada sem romantização.
Hoje, quando olhamos para uma marca consolidada, é fácil imaginar que o produto sempre esteve ali.
Não estava.
Zica passou aproximadamente dez anos pesquisando e testando até chegar à fórmula que daria origem ao chamado Super-Relaxante. Durante esse período, ela fez experiências em casa e também testou os resultados no próprio cabelo e no irmão Rogério. Algumas tentativas deram errado — e os relatos sobre essa fase incluem episódios de queda e danos aos cabelos.
Não é uma história para ensinar alguém a fazer cosméticos em casa.
É uma história sobre outra coisa:
persistência não é repetir exatamente a mesma tentativa.
É observar o resultado, aprender, modificar e procurar conhecimento.
Em determinado momento, uma antiga patroa ajudou Zica a encontrar uma profissional química que poderia auxiliá-la no desenvolvimento da fórmula. Esse encontro foi importante para transformar uma experiência doméstica em algo que pudesse ser aperfeiçoado profissionalmente.
Essa parte é especialmente importante para quem empreende.
Porque existe uma crença de que o empreendedor precisa saber fazer tudo sozinho.
A história de Zica mostra o contrário.
Ela tinha uma percepção muito clara do problema.
Tinha experiência pessoal com aquilo.
Tinha disposição para testar.
Mas chegou um momento em que precisava de conhecimento técnico que não possuía.
E pedir ajuda não diminuiu a autoria da ideia.
Apenas tornou possível desenvolvê-la.
Em 2026, em entrevista à Revista Manchete, Zica voltou a falar sobre esse período e resumiu que levou dez anos para desenvolver sua “alquimia” até chegar ao registro que permitiu abrir o salão.
Dez anos.
Isso muda completamente a maneira de enxergar a palavra “persistência”.
Não foi uma semana difícil.
Não foram três meses.
Foi uma década entre o problema e a primeira unidade.
O primeiro Beleza Natural era pequeno — mas o problema era enorme
Em 1993, Zica abriu, com seus sócios, o primeiro salão Beleza Natural em uma pequena casa nos fundos de um imóvel na Tijuca, no Rio de Janeiro. A própria Zica descreveu o espaço, décadas depois, como uma casa simples, com apenas dois cômodos.
Os recursos também eram limitados.
O capital utilizado pelos quatro fundadores veio, segundo registros da Exame, da venda de um Volkswagen Fusca.
É difícil imaginar a cena olhando para o tamanho que o negócio alcançaria depois.
Uma casa pequena.
Uma fórmula recém-desenvolvida.
Uma equipe reduzida.
Uma empreendedora que havia passado anos trabalhando como doméstica.
E um público que, aparentemente, estava esperando por aquilo.
A resposta veio rapidamente.
Em entrevistas, Zica e seus sócios relatam que as filas começaram a aparecer logo no início. Em uma entrevista publicada em 2026, ela contou que o salão abria às 8h e, por volta das 9h, já havia mais de cem pessoas no local, o que levou a empresa a adotar senhas.
É nesse ponto que uma necessidade pessoal se transforma em oportunidade de mercado.
Zica tinha desenvolvido algo para resolver o próprio problema.
Mas descobriu que outras mulheres tinham exatamente a mesma dificuldade.
Essa é uma das maiores lições de toda a série.
Uma experiência pessoal pode ser apenas uma experiência pessoal.
Mas pode também ser uma pista.
A pergunta é:
“Quantas outras pessoas vivem isso?”
Foi essa pergunta, ainda que não necessariamente formulada dessa maneira, que transformou o problema de Zica em negócio.
E o público não estava apenas comprando um produto.
Estava comprando uma solução para uma dificuldade que conhecia muito bem.
O que fez o Beleza Natural crescer não foi apenas a fórmula
Se a história terminasse no produto, seria uma história incompleta.
Porque criar uma solução é uma coisa.
Transformá-la em uma empresa capaz de atender milhares de pessoas é outra completamente diferente.
Zica percebeu cedo que precisava de outras competências.
Seu irmão Rogério e sua então sócia Leila Velez tiveram papéis importantes na construção da empresa. Leila, que tinha experiência profissional no McDonald’s, ajudou a levar para o negócio uma lógica de processos e divisão de etapas que permitiu aumentar a produtividade do atendimento.
Em vez de uma profissional fazer tudo do começo ao fim, o atendimento passou a ser organizado em etapas específicas, com funcionários treinados para determinadas partes do processo.
Pode parecer um detalhe operacional.
Não é.
É a diferença entre um serviço que depende de uma pessoa extremamente habilidosa e um serviço que pode ser ensinado, repetido e escalado.
Essa é uma das grandes viradas do empreendedorismo.
Você começa fazendo.
Depois precisa descobrir como outras pessoas podem fazer.
E então precisa garantir que o resultado continue tendo qualidade.
O Beleza Natural também passou a investir em treinamento, processos e estrutura própria. Em 2004, inaugurou sua fábrica de cosméticos, a Cor Brasil Cosméticos. Em 2005, a empresa passou a fazer parte da Endeavor.
A empresa estava deixando de ser apenas um salão.
Estava se tornando um sistema.
Salões.
Produtos.
Fábrica.
Treinamento.
Processos.
Distribuição.
Marca.
Tudo conectado ao mesmo problema original.
Cuidar de cabelos crespos, cacheados e ondulados de uma maneira que o público reconhecesse como feita para ele.
E então aconteceu algo que todo empreendedor precisa entender
O mercado começou a mudar.
E a empresa também.
A Beleza Natural nasceu oferecendo uma solução de relaxamento dos fios, mas ao longo dos anos ampliou seu portfólio e passou a trabalhar também com produtos e serviços voltados para mulheres que desejavam valorizar seus cabelos naturais.
Isso é importante porque mostra que posicionamento não significa ficar congelado.
A necessidade do público muda.
A cultura muda.
Os produtos disponíveis mudam.
Os hábitos mudam.
Uma empresa que entende verdadeiramente seu público precisa acompanhar essas transformações.
Em uma entrevista à CNN Brasil, Zica reconheceu inclusive uma oportunidade que a empresa demorou a aproveitar: segundo ela, a organização poderia ter investido mais cedo em uma plataforma digital.
Essa frase é excelente para quem está começando.
Porque ela mostra que até uma empresa grande pode olhar para trás e identificar coisas que faria diferente.
Empreendedorismo não é acertar tudo.
É conseguir perceber o que precisa mudar antes que seja tarde demais.
Quando um negócio começa a crescer, o empreendedor também precisa mudar
Em 2013, a GP Investments comprou uma participação de 33% na empresa por R$ 70 milhões. Naquele momento, os quatro fundadores permaneceram com os 67% restantes e continuaram na administração. A empresa tinha fábrica própria e uma rede de salões em expansão.
É um daqueles momentos que parecem distantes do começo.
A mulher que havia começado trabalhando como doméstica agora estava diante de uma empresa que precisava de capital, gestão profissional, processos de expansão e decisões muito maiores.
E existe uma lição escondida aqui:
crescer também pode exigir que você deixe de fazer algumas coisas.
No início, Zica precisava colocar a mão na massa.
Depois, precisou aprender a trabalhar com outras pessoas.
Depois, a empresa precisou de gestores.
Depois, investidores.
Depois, processos.
Isso não significa perder o controle da própria história.
Significa entender que uma empresa maior exige competências diferentes daquelas necessárias para começar.
Em entrevista à Exame, a trajetória da empresa é usada justamente para mostrar a importância de reunir profissionais com habilidades complementares. Zica conhecia profundamente seu produto e seu público, enquanto Leila e outros profissionais assumiam áreas em que tinham maior experiência.
É uma lição que serve para qualquer pequeno negócio.
Você não precisa ser excelente em tudo.
Precisa saber:
o que você sabe fazer muito bem, o que precisa aprender e onde precisa de ajuda.
Mas onde entra a mãe nessa história?
Aqui está uma das razões pelas quais Zica pertence a esta série.
A maternidade não foi um detalhe distante da trajetória.
Ela aconteceu antes e durante a construção da empresa.
Quando desenvolvia sua fórmula e trabalhava como doméstica, Zica já era mãe. Em relato publicado pela própria Beleza Natural, ela conta que sua primeira filha, Neka, nasceu prematura quando ela ainda trabalhava como doméstica. Ela também fala sobre Jeferson, que se tornou seu filho após seu casamento com Jair, e sobre Juninho.
E existe uma frase dela que vale mais do que qualquer tentativa nossa de romantizar a história:
o principal desafio, segundo Zica, era deixá-los para ir trabalhar.
Ela atribui importância fundamental ao apoio que recebeu do pai das crianças e do marido, que ajudava a cuidar deles enquanto ela trabalhava.
Isso é muito diferente daquela narrativa de que a mãe empreendedora simplesmente “dá conta de tudo”.
Não.
Ela teve ajuda.
E reconhecer isso não diminui sua trajetória.
Pelo contrário.
Torna a história mais verdadeira.
Nenhum empreendedor precisa fazer tudo sozinho.
E nenhuma mãe deveria precisar provar sua capacidade carregando sozinha todas as responsabilidades.
A história de Zica mostra uma mulher que trabalhou, criou filhos, pesquisou durante anos, buscou ajuda técnica, encontrou sócios, construiu uma empresa e continuou aprendendo.
Não existe mágica aí.
Existe uma rede de pessoas.
Existe trabalho.
Existe conhecimento.
Existe um problema real.
E existe uma empreendedora que decidiu não aceitar que aquele problema precisava permanecer sem solução.
O que Zica enxergou antes de muita gente?
Talvez a palavra mais importante para entender essa história seja nicho.
Na época em que Zica começou a procurar soluções, o mercado de beleza oferecia muitas opções, mas ela não encontrava aquilo que precisava para seus cabelos.
Ela percebeu uma ausência.
E essa ausência não era pequena.
Era formada por milhares — e depois milhões — de pessoas com necessidades semelhantes.
Em 2014, a Exame descrevia a rede como especializada em cabelos crespos e destacava que ela havia encontrado espaço em um mercado que, durante muito tempo, oferecia opções mais limitadas para esse público.
Isso é uma aula de empreendedorismo.
Às vezes, você não precisa criar uma necessidade.
Precisa enxergar uma necessidade que já existe e que está sendo mal atendida.
Uma pessoa pode pensar:
“Já existem muitos salões.”
Sim.
Mas quantos entendem profundamente determinado tipo de cabelo?
Quantos possuem produtos específicos?
Quantos treinam profissionais para aquela necessidade?
Quantos constroem uma experiência inteira ao redor daquele público?
A diferença não estava em abrir “mais um salão”.
Estava em construir uma solução especializada.
Essa lógica serve para praticamente qualquer setor.
Não pergunte somente:
“Quantas empresas já fazem isso?”
Pergunte:
“Quantas fazem isso exatamente da maneira que este público precisa?”
A resposta pode mudar completamente sua percepção do mercado.
O legado que vai muito além do salão
Ao longo de mais de três décadas, o Beleza Natural também passou a ser associado à geração de empregos e formação profissional.
Em entrevista ao Meio & Mensagem, Zica relatou que mais de 90% da força de trabalho da empresa era formada por mulheres e contou histórias de profissionais que entraram em funções operacionais e cresceram dentro da organização.
O Sebrae também registrou, em 2022, a presença da empresa em cinco estados, com mais de 1.500 colaboradores naquele momento, dos quais 95% eram mulheres negras.
Esses números são de anos específicos e podem mudar com o tempo. Mas mostram uma dimensão importante do negócio:
uma empresa pode resolver um problema para seus clientes e, ao mesmo tempo, criar oportunidades para outras pessoas.
Essa talvez seja uma das partes mais bonitas da trajetória de Zica.
Ela começou tentando resolver o próprio problema.
Depois resolveu o problema de outras mulheres.
Depois criou empregos.
Depois ajudou a formar profissionais.
Depois criou produtos.
Depois construiu uma indústria.
O negócio foi crescendo em círculos.
E cada novo círculo nasceu do anterior.
A lição que eu levaria desta história
Se eu tivesse que resumir a trajetória de Zica em uma única pergunta, não seria:
“Como ficar rica?”
Seria:
“Que problema você conhece tão bem que poderia começar a resolvê-lo melhor?”
Porque Zica conhecia aquele problema de maneira íntima.
Ela tinha vivido aquilo.
Tinha procurado produtos.
Tinha ouvido comentários.
Tinha enfrentado dificuldades.
Tinha testado alternativas.
Tinha estudado.
E tinha percebido que não estava sozinha.
Essa combinação é poderosa:
experiência pessoal + necessidade de mercado + conhecimento + ajuda especializada + execução.
Foi isso que transformou uma bacia e uma colher de pau em uma empresa.
Mas atenção: não foi a bacia que criou o negócio.
Foi o processo.
A bacia era apenas o começo.
Depois vieram os testes.
Depois o conhecimento técnico.
Depois o registro.
Depois os sócios.
Depois o primeiro salão.
Depois os processos.
Depois a fábrica.
Depois a expansão.
Depois os produtos.
Depois o investimento.
E, principalmente, vieram milhares de clientes dizendo, de maneiras diferentes:
“Era exatamente isso que eu estava procurando.”
E chegamos ao fim da primeira série
Foram dez mulheres.
Dez histórias.
Dez mercados completamente diferentes.
Joy Mangano encontrou uma oportunidade em uma tarefa doméstica.
Márcia Marques percebeu uma demanda nos cabelos cacheados e crespos.
Madam C. J. Walker construiu produtos, treinamento e uma rede de distribuição para mulheres negras em uma época de enormes restrições.
Sara Blakely transformou um incômodo pessoal em uma nova categoria de produto.
Whitney Wolfe Herd questionou uma regra de um mercado digital já estabelecido.
Lena Peron transformou identidade brasileira em parte de uma marca de cosméticos.
Erecina Melo construiu um negócio artesanal que atravessou gerações.
Daniela Costa encontrou um novo mercado depois que a maternidade mudou sua própria perspectiva.
Cleide Santos levou um sonho antigo até uma marca de beleza brasileira com atuação internacional.
E Zica Assis passou dez anos tentando resolver um problema que conhecia na própria pele antes de transformar aquela solução em empresa.
São histórias muito diferentes.
E talvez seja justamente isso que elas tenham em comum.
Não existe um único jeito de empreender.
Não existe idade certa.
Não existe origem obrigatória.
Não existe tamanho mínimo para começar.
Não existe uma fórmula que garanta resultado.
Existe problema.
Existe mercado.
Existe tentativa.
Existe aprendizado.
Existe ajuda.
Existe execução.
E existe uma coisa que apareceu várias vezes nestas dez histórias:
prestar atenção.
Prestar atenção no que incomoda.
No que falta.
No que poderia ser melhor.
No que as pessoas fazem.
No que elas pedem.
No que elas não encontram.
Porque, às vezes, a próxima oportunidade não está escondida em alguma tecnologia futurista.
Está bem na sua frente.
No seu trabalho.
Na sua casa.
Na sua experiência.
Naquilo que você reclama toda semana.
E talvez a pergunta que encerra esta série seja justamente a pergunta que pode começar a sua próxima história:
“Que problema eu conheço tão bem que talvez consiga ajudar outras pessoas a resolver?”
Não precisa ter a resposta hoje.
Mas vale começar a observar.
Para guardar da história de Zica
Nome: Heloísa Helena de Assis, conhecida como Zica Assis.
Negócio: Beleza Natural.
Fundação: 1993.
Experiência anterior: babá, faxineira e empregada doméstica, antes de se tornar cabeleireira e empreendedora.
Problema identificado: dificuldade de encontrar produtos e serviços adequados para cabelos crespos, cacheados e ondulados.
Tempo de desenvolvimento da solução: cerca de dez anos, segundo relatos da própria Zica e fontes que reconstituíram sua trajetória.
Primeiro negócio: pequeno salão aberto na Tijuca, no Rio de Janeiro, em 1993.
Investimento inicial: recursos da venda de um Fusca usado pelos fundadores.
Maternidade: mãe de três filhos, segundo relato publicado pela própria Beleza Natural.
Expansão: a empresa passou a contar com fábrica própria, produtos, treinamento, múltiplas unidades e posteriormente investimento externo.
Lição central: uma necessidade pessoal pode revelar uma oportunidade de mercado, mas transformar essa oportunidade em empresa exige conhecimento, validação, pessoas, processos e capacidade de adaptação.
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