Existe uma maneira de trabalhar na internet que não exige câmera, seguidores nas redes sociais ou exposição diária da sua vida.
Você pode simplesmente escrever.
Um blog é, basicamente, um espaço na internet onde você publica conteúdos sobre determinados assuntos. Pode ser sobre empreendedorismo, culinária, tecnologia, viagens, finanças, beleza, esportes ou praticamente qualquer tema que tenha pessoas interessadas em consumi-lo.
E existe uma parte interessante nisso tudo: o autor não precisa necessariamente aparecer.
Você pode construir uma audiência escrevendo sobre aquilo que conhece, gosta ou está disposto a aprender.
Com o tempo, esse conteúdo pode gerar dinheiro de diferentes maneiras, e eu vou te mostrar nesse artigo. Vem comigo!
Mas como um blog ganha dinheiro?
Existem alguns caminhos.
Um deles é a publicidade. Plataformas como o Google AdSense permitem que sites exibam anúncios e recebam uma parte da receita gerada pela publicidade. O valor não é fixo: depende de fatores como visitantes, conteúdo, localização da audiência e configuração dos anúncios.
Outro caminho é o marketing de afiliados.
Imagine que você tenha um blog sobre tecnologia e escreva sobre determinado computador. Se existir um programa de afiliados para aquele produto, você pode recomendar a compra por meio de um link e receber uma comissão quando a venda acontecer dentro das regras do programa.
Também é possível ganhar dinheiro vendendo:
- produtos digitais;
- cursos;
- consultorias;
- serviços;
- assinaturas;
- produtos físicos.
Ou seja, o blog pode ser tanto o negócio quanto uma ferramenta para levar pessoas até outro negócio.
E existe uma coisa que eu acho particularmente interessante nesse modelo:
você pode falar sobre aquilo que gosta e transformar conhecimento em conteúdo.
Não significa que qualquer assunto vai gerar dinheiro automaticamente. É preciso existir público, produzir conteúdo de qualidade e encontrar uma forma coerente de monetizar essa audiência.
Mas você não precisa necessariamente se tornar um influenciador para começar.
Eu também estou aprendendo algumas coisas na prática
Uma das coisas que pretendo fazer aqui na Você Empreendedor é falar também sobre os erros que acontecem quando alguém começa.
Porque é muito fácil olhar para um site pronto e imaginar que tudo foi planejado desde o primeiro dia.
Nem sempre foi.
No meu próprio processo de construção, já percebi algumas coisas que poderiam ter sido pensadas melhor.
Uma delas foi a escolha do domínio.
O domínio parece um detalhe. Até você precisar conviver com ele.
O domínio é o endereço do seu site.
No nosso caso, por exemplo, é o endereço que alguém digita para chegar à Você Empreendedor.
E existe um detalhe que eu só fui entender melhor depois de começar a trabalhar com isso: domínios podem utilizar caracteres especiais em determinadas extensões, mas isso não significa que seja sempre uma boa ideia usá-los.
O Registro.br permite caracteres acentuados e cedilha em domínios .br, mas também explica algumas limitações de compatibilidade e recomenda cautela.
Na prática, pense na situação.
Você fala seu site para alguém:
“É educação financeira .com.br.”
A pessoa pergunta:
“Tem acento?”
Você explica.
Ela digita de outro jeito.
E pronto: uma pequena complicação que poderia ter sido evitada na escolha do endereço.
Por isso, antes de registrar um domínio, vale pensar não apenas em “esse nome é bonito?”, mas também:
“Uma pessoa conseguiria escrever esse endereço sem eu precisar explicar?”
Eu aprendi esse tipo de coisa fazendo. Hoje tenho 2 dominios que redicerionam para o mesmo lugar. Coloquei acentos, e colocaram um codigo no meu link para ele nao quebrar. O problema, é que muitas extensões que facilitam nosso trabalho, não aceitam essa gambiarra no link, e eu nao fui avisada, nem no momento da compra desse dominio. Entao, to te avisando aqui ja, Não põe acento em palavra nenhuma, fica muito feio.
E é justamente por isso que vale compartilhar.
Outro erro: querer fazer tudo ao mesmo tempo
Existe um erro ainda mais difícil de perceber porque ele não aparece no domínio, na hospedagem ou no painel do site.
É a dispersão.
Você começa um projeto, tem uma ideia nova, vai pesquisar outra coisa, descobre uma ferramenta, começa outro projeto, depois volta para o primeiro…
Quando percebe, passou bastante tempo e aquele blog continua com pouco conteúdo.
Estou falando disso porque é um problema que pode acontecer com qualquer pessoa que tenha muitas ideias.
Blog precisa de constância.
Não significa publicar dez textos por dia.
Significa continuar.
Um artigo hoje, outro depois, melhorar um conteúdo antigo, observar o que interessa aos leitores e ir construindo o projeto.
É muito difícil fazer um blog crescer se você abandona o projeto toda vez que surge uma ideia nova.
E quanto custa colocar um blog de pé?
Aqui começa outra parte importante.
É possível começar gratuitamente em algumas plataformas, mas uma estrutura mais profissional pode envolver alguns custos.
Os principais são:
Domínio: o endereço do site.
Hospedagem: o serviço que mantém os arquivos e recursos do site funcionando na internet.
Plataforma: o sistema usado para criar e administrar o site.
Recursos adicionais: temas, ferramentas, e-mail profissional, plugins ou aplicativos, dependendo da estrutura.
E é aqui que muita gente começa a confundir as coisas.
Antes de criar seu blog, você vai ouvir falar de domínio e hospedagem
Se você nunca criou um site, esses nomes podem parecer complicados.
Não são.
Pense no iFood: o entregador precisa do seu endereço para te encontrar. Da mesma forma, o domínio é o seu endereço digital, e a hospedagem é o ‘bairro’ onde seu blog fica, garantindo que as pessoas consigam acessá-lo na internet.
É aqui que começam a aparecer empresas como Hostinger e HostGator. Elas sao nossos “condomínios” com portaria 24horas, na internet. Essas empresas tornam segura a navegaçao pelo seu site/blog.
Hostinger x HostGator: o que muda na prática?
Se você está começando agora, as duas podem parecer praticamente a mesma coisa: você escolhe um plano, paga a hospedagem e coloca seu site no ar.
E, para um blog pequeno, as duas oferecem estrutura suficiente para começar.
🟣 Hostinger
A Hostinger apresenta atualmente um plano de entrada chamado Single, anunciado por R$ 5,99 por mês na contratação de 48 meses. O valor total do período é R$ 287,52, e a renovação informada pela empresa é de R$ 23,99 por mês. O plano inclui 1 site, 10 GB de armazenamento, domínio grátis e backups semanais, entre outros recursos.
Pontos que chamam atenção:
- preço promocional de entrada baixo;
- domínio grátis no primeiro período;
- SSL incluído;
- possibilidade de usar WordPress;
- ferramentas de criação com IA;
- suporte 24 horas;
- migração de site;
- possibilidade de começar com apenas um site.
Ponto de atenção: o valor de R$ 5,99 não significa que você pagará esse valor para sempre. Ele corresponde ao ciclo promocional de 48 meses, e a própria Hostinger informa o preço de renovação.
Para quem está começando um primeiro blog e quer gastar pouco na estrutura inicial, é uma opção que merece ser considerada.
🟢 HostGator
A HostGator também possui um plano de entrada voltado para quem está começando. Atualmente, o Plano P aparece por R$ 10,09 por mês em uma contratação de três anos, totalizando R$ 361,61 nesse período. Ele inclui 1 site, 100 GB de armazenamento NVMe, servidores no Brasil, backup diário, SSL e outros recursos.
Pontos que chamam atenção:
- 100 GB de armazenamento no plano P;
- servidores no Brasil;
- backup diário;
- migração gratuita;
- SSL grátis;
- e-mail profissional;
- criador de sites;
- recursos específicos para WordPress;
- suporte e ferramentas adicionais.
A empresa também possui planos maiores para quem pretende administrar vários sites ou trabalhar com projetos mais exigentes.
Ponto de atenção: assim como acontece na Hostinger, é importante observar o ciclo contratado e o preço de renovação. A própria HostGator disponibiliza uma tabela com os valores regulares de renovação.
Então, qual escolher?
Para um iniciante, eu resumiria assim:
Hostinger: chama atenção pelo preço inicial e pela quantidade de recursos reunidos em planos de entrada.
HostGator: chama atenção pela estrutura oferecida no plano inicial, incluindo bastante espaço de armazenamento, servidores no Brasil e recursos como backup diário.
Mas não escolheria apenas olhando para o número que aparece em letras grandes na página.
Olhe o valor total que será pago, o período da contratação, o que está incluído e quanto custará renovar.
Esse é um dos primeiros aprendizados que eu colocaria para quem está entrando nesse mundo.
O preço anunciado por mês nem sempre é o valor que você vai desembolsar naquele mês.
No caso da Hostinger, por exemplo, o plano de R$ 5,99/mês corresponde a uma contratação de 48 meses paga antecipadamente, totalizando R$ 287,52. Na HostGator, o valor de R$ 10,09/mês do plano P está associado a um ciclo de três anos, totalizando R$ 361,61.
E eu colocaria um print da tela de preços logo depois dessa explicação.
Isso deixa o artigo muito mais transparente: o leitor vê a oferta como ela está naquele momento e entende que preços promocionais podem mudar.
E, como você tem seu link de afiliado da Hostinger, podemos colocar o link de forma contextual no bloco da Hostinger — deixando claro que é um link de indicação, sem esconder isso do leitor.
Afinal, o que é WordPress?
O WordPress é um sistema utilizado para criar e administrar sites.
Em vez de você precisar construir cada página do zero utilizando código, o WordPress oferece uma estrutura para publicar textos, imagens, páginas e outros conteúdos.
É por isso que ele aparece tanto quando alguém começa a pesquisar sobre blogs.
Você pode ter, por exemplo:
Domínio: o endereço do seu blog.
Hospedagem: o serviço que mantém seu site disponível.
WordPress: o sistema que você utiliza para administrar o conteúdo.
É como separar as peças do quebra-cabeça.
E existe ainda outra opção bastante conhecida: Wix.
WordPress ou Wix: qual é a diferença?
Aqui a comparação começa a ficar interessante.
O WordPress e o Wix permitem criar sites, mas trabalham com propostas diferentes.
O WordPress oferece uma grande possibilidade de personalização e uma enorme variedade de temas, plugins e ferramentas.
O Wix trabalha com uma proposta mais integrada e visual, permitindo construir sites e lojas utilizando os recursos disponíveis dentro da própria plataforma.
Eu comecei a mexer um pouco mais no Wix recentemente justamente porque estava pesquisando outro assunto: dropshipping.
E foi aí que percebi uma diferença que me chamou atenção.
O Wix possui recursos e integrações direcionados para comércio eletrônico e dropshipping, permitindo conectar determinados serviços e fornecedores à loja. (wix.com)
Isso não significa que o WordPress não possa ser utilizado para comércio eletrônico.
Pode.
A questão é que, dependendo do que você pretende fazer, uma plataforma pode tornar determinado caminho mais simples do que outra.
Para um blog tradicional, por exemplo, o WordPress pode ser uma opção interessante para quem deseja bastante liberdade de configuração.
Para alguém que quer montar uma loja e prefere uma solução mais integrada e visual, o Wix pode ser uma alternativa a considerar. Além de poder montar um blog, integrado com uma loja de dropshipping
A pergunta não deveria ser:
“Qual é o melhor?”
Mas:
“Qual deles faz mais sentido para o que eu quero construir?”
E os erros que eu cometi?
Essa é uma parte que eu quero trazer para a Você Empreendedor porque existe uma diferença enorme entre ler sobre empreendedorismo e realmente colocar alguma coisa para funcionar.
Quando você começa, erra.
Eu errei.
E continuo aprendendo.
Um dos meus problemas foi perceber que estava sendo dispersiva demais com meus próprios projetos.
Tenho ideias, começo uma coisa, descubro outra, paro para pesquisar uma terceira…
Só que um blog não cresce dessa maneira.
Não é preciso publicar dez artigos todos os dias.
Mas é preciso ter constância. Como qualquer trabalho na vida!
Pensa até nas maquetes da escola. Parecia que era só montar, mas precisava de pesquisa, recursos, atenção e, muitas vezes, uma equipe inteira para fazer aquilo acontecer.
Com um blog acontece algo parecido. Não basta ter uma boa ideia. É preciso colocar a mão na massa, pesquisar, escrever, aprender, corrigir e continuar. E eu mesma estou percebendo isso nesse processo.
Então quanto custa criar tudo isso?
Essa pergunta merece um artigo próprio, porque não existe um único preço.
É possível começar gratuitamente em algumas plataformas.
Mas, quando você quer construir algo mais profissional, pode ter custos com:
- domínio;
- hospedagem;
- plataforma;
- temas ou templates;
- ferramentas adicionais;
- e-mail profissional;
- plugins ou aplicativos.
E existe uma coisa que eu aprendi que merece atenção:
preço promocional não é necessariamente o custo que você terá para manter o projeto.
Antes de contratar uma hospedagem, vale verificar o preço inicial, o preço de renovação, o que está incluído e quais recursos realmente serão necessários.
Não adianta contratar um plano cheio de recursos que você nunca vai usar.
Por onde eu começaria?
Se eu estivesse começando um blog hoje, faria o processo por etapas.
Primeiro escolheria o assunto.
Depois pensaria no nome.
Verificaria o domínio. Não colocaria acento kkkkk
Em seguida, compararia as opções de hospedagem.
Só então escolheria a estrutura para administrar o site, como WordPress ou uma plataforma integrada como o Wix.
E começaria a publicar.
Sem tentar construir tudo de uma vez.
Porque uma coisa que aprendi nesse processo é que o blog perfeito que nunca sai do papel vale menos do que um blog simples que continua sendo alimentado.
E o próximo assunto já apareceu no caminho
Foi justamente pesquisando sobre Wix e suas possibilidades de comércio eletrônico que eu comecei a olhar novamente para o dropshipping.
E esse é um assunto que merece ser explicado com bastante cuidado.
Porque existe muita gente dizendo que dropshipping é uma maneira de começar sem dinheiro, sem estoque e ganhar dinheiro facilmente.
Não é bem assim.
O modelo realmente permite vender determinados produtos sem manter o estoque em casa, mas isso não elimina custos, responsabilidades, divulgação, atendimento, escolha de fornecedores e os desafios normais de administrar um negócio.
Então, antes de decidir se esse modelo serve para você, vale primeiro entender o que é dropshipping de verdade e como ele funciona na prática.
Esse fica para o próximo artigo de amanhã. Obrigada pela leitura! Espero que possamos compartilhar conhecimentos, experiencias e dúvidas a partir de agora. Seja bem vindo(a)!